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O PODER DO MUNDO SE EXERCE ATRAVÉS DAS IMAGENS
É inegável e sem sombra de dúvidas, que a imagem, quer televisiva,
como a cinematográfica, exercem uma grande influência no
inconsciente coletivo.
E a prova disso, a grande prática do Marketing Cultural, há muito
praticada pelos americanos e europeus. Temos também, o Marketing
pessoal, onde temos a imagem que a pessoa pretende passar, e o
exemplo mais recente desse marketing com efeito político, foi a
inesperada visita do Presidente Bush dos Estados Unidos ao Iraque.
Todo marketing é estudado com um objetivo e o da visita do
Presidente Bush, tendo em vistas as eleições presidenciais que estão
próximas, certamente que foi o de melhorar a sua imagem, tanto
dentro como dos Estados Unidos.
Quase tudo que fazemos ou que podemos imaginar, gira em torno da
imagem.
O exemplo Americano demonstrou isso. Vejamos como os Estados Unidos
venderam sua imagem para o resto do mundo antes do apogeu da
televisão. Fizeram isso através da imagem cinematográfica, da
poderosa indústria da sétima arte de Hollywood.
Hoje, vemos que a situação não mudou muito. Não só dominam a
indústria da imagem cinematográfica em quase todo mundo, como também
a da imagem televisiva, ou seja, são os maiores exportadores de
imagens do mundo.Sabemos que não temos condições econômicas, nem
tecnológicas para competir com tão poderosa indústria, entretanto,
temos um povo criativo e uma forte cultura, que num trabalho sério
de valorização desses valores, podemos produzir, como já temos dado
exemplo de uma indústria sólida e positiva, tanto de cinema como de
televisão.
A Escola, certamente há de ser o lugar ideal para se começar a
construir de fato nossa indústria cinematográfica e televisiva,
passando a ser uma Escola ativa e atuante, e não uma Escola
acomodada e repetitiva como a que ainda temos, que trabalha voltada
para o passado, visando o futuro, esquecendo o presente. Felizmente
essa situação vem mudando gradativamente.
Neste contexto é que entram os Projetos sérios existentes, como é o
caso do Projeto “ A TV NA ESCOLA “ , que não tem a pretensão de
propor aos estudantes grandes produções, até porque, seria
impraticável nas Escolas, mas sim, a preocupação da criação e
participação dos próprios alunos, professores e comunidades em seus
trabalhos educativos culturais.
Dessa forma, não teremos uma Escola meramente informativa, que
repassa com grande atraso de tempo o que os outros veículos de
comunicação e informação, de uma forma distorcida já se incumbiram
de fazer.
Chegamos à triste conclusão, que para as Escolas dos nossos tempos
chegarem ao nível que pretendem as mentes mais lúcidas, voltadas
para a Educação e Cultura, não podemos desprezar a força que as
imagens exercem sobre a mente humana, principalmente das crianças, e
tentarmos conscientizá-las, trazendo as imagens e sua discussão para
dentro das Escolas, o que será um grande avanço, dando à mesma, uma
dimensão não vista, percebida e discutida em seu conjunto.
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